Uma das principais mensagens de nosso Enredo 2020 é mostrar ao público que o talento, a sensibilidade e a inteligência não dependem da cor da pele. O discurso racista reiteradamente escondeu a participação de negras e negros nas grandes construções e conquistas de nosso país. Rotineiramente nega a presença indispensável de pretas e pretos na elaboração das artes ditas “de branco”.



Nosso lema 2020 é um sonoro não a essa leitura excludente que tanto vitimou brasileiros ao longo de nossa história.

Citando Paulo Freire, quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é se tornar o opressor. E essa não é, nem será, a lógica de nossa escola. Não criamos um enredo sobre a supremacia negra. Criamos um enredo sobre igualdade, que denuncia a negação. E, por isso mesmo, não podemos repetir os mesmos crimes que denunciamos.

Nossa escola nasceu e se mantém da união de negros e brancos, católicos, evangélicos e judeus, ricos e pobres. Por isso, não toleramos comportamentos que excluam quem quer que seja por motivos de cor de pele, classe social, orientação sexual ou crença religiosa. Nosso samba sempre foi e sempre será plural. Uma arte negra, para a qual muitos judeus contribuíram em seu crescimento. E é graças à contribuição de todos que o samba segue em evolução.

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Nosso samba é coisa de preto, sim. Como é coisa de preto saber como é dolorido ter direitos negados em função da cor da pele. E, por isso mesmo, é coisa de preto não repetir este comportamento.

Luciana Silva,
presidente da GRES Tom Maior

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