A SASP anunciou nessa terça-feira (25 de fevereiro) os vencedores Prêmio SASP Carnaval 2020, que elegeu os vencedores em 18 categorias divididas nos grupos Especial, Acesso e Acesso 2. A Tom Maior conquistou o prêmio de melhor ala da passistas.


"Estamos mto felizes  primeiramente por haver um prêmio de tanta relevância voltado ao nosso segmento, mas ganhar esse prêmio, é ainda mais gratificante! Comecei a temporada em Maio de 2019 com aulas,  workshops e ensaios pois nossa proposta esse ano era deixá - las prontas e com resistência para a alta temporada. O samba no pé e a liberdade nos movimentos foram a meta de trabalho desta temporada e somados à personalidade de cada um ao dançar e interpretar o samba, fez toda a diferença. Fomos uma ala leve, livre e com um só objetivo! Não foi o prêmio de um dia... Estamos desde Maio de 2019 treinando, abdicando, nos superando e construindo juntos um grande time! Parabéns. Eu disse que vocês colheriam o sucesso de tanta dedicação! Curtam e comemorem pois nós merecemos!", falou Val Diniz, coordenadora do departamento de passistas.


Elza Soares foi a homenageada da Tom Maior na ala de passistas no Carnaval 2020 em uma das alas, na noite de 21 de fevereiro.

"Nossa ala é composta por 95% de mulheres: guerreiras, fortes e com muita personalidade. Representar Elza Soares foi personificar o sentimento que já nos representa! Foi incrível ver todas orgulhosas e felizes com suas fantasias muito bem feitas pelo Ulisses e equipe do barracão, as sandálias maravilhosas da Vi Ferraco e a maquiagem criada pela @makeupdeliz. Obrigadaa todos os envolvidos!", exclamou a coordenadora.

O júri da votação do Prêmio SASP foi formado por membros da equipe SASP e profissionais de diversos veículos de imprensa, que cobriram os dias de folia no sambódromo do Anhembi. 

Ala de passistas e Elza

Nas ondas sonoras do rádio, o gênio letrado de “Aquarela do Brasil” ousou ironiza-la ao perguntar de que planeta ela havia vindo só porque suas roupas carregadas de alfinetes para caber no corpo franzino eram singelas. A menina magricela de infância sucumbida por baldes d’água na cabeça dos afazeres domésticos não hesitou ao responder: “eu vim do planeta fome”.


Ao cantar Lama se tornou Deusa logo em sua estreia. Talvez Ary Barroso tivesse que ter conhecido Elza antes de definir nosso chão. Com certeza, ele não teria esquecido de dizer que a arte preta desse país também faz parte da aquarela.

Dona da rouquidão inconfundível. Voz das vozes femininas. Colocou holofotes em mulheres de brasis não explorados. Inseriu carnes pretas no mapa que antes só era ocupado por brancos.

Ocupou postos inimagináveis, estamos falando da pioneira voz feminina da Sapucaí. Ela é uma estrela e se apaixonou por outra tão independente quanto ela: Salve a Mocidade! Falando em amar, sem limites se entregou ao Mané. Mais tarde flertou com o sofrimento a ponto de quase apagar a luz do seu show, mas voltou para ser a Mulher do Fim do Mundo e continuar liderando tantas mulheres a serem donas de si.


O figurino que ilustra a personagem é caracterizado pelo uso massivo da cor vermelha, identificada com o feminismo contemporâneo (tal qual o violeta), em especial da luta contra o feminicídio. Na cabeça, um turbante, símbolo étnico (e de debate da apropriação cultural) é adornado pelo símbolo do feminismo negro, os punhos cerrados sobre o símbolo do feminino.


Os passistas masculinos que acompanham a personagem remetem à figura do malandro carioca, personagem típico da década de 60, quando Elza alcança o auge de sua carreira..".

É COISA DE PRETO

"É Coisa de Preto" é um enredo afirmativo, que mostra que a contribuição de negros e negras para a formação de nossa nação vai muito além do estereótipo. Nosso desfile mostrará como os africanos se tornaram afro-brasileiros e trouxeram sua contribuição não só física, mas (principalmente) intelectual no desenvolvimento de nossa sociedade.



Líderes, estudiosos, escritores, poetas, artistas populares e eruditos, transgressores sociais... Personagens que o preconceito insiste em ofuscar de nossa história, mas que devem ser trazidos aos holofotes para o devido reconhecimento, e também para inspirar as novas gerações.

Quem é a SASP?

Sociedade Amantes do Samba Paulista (SASP) foi fundada em 16 de abril de 2000 por um grupo de apaixonados por Carnaval da cidade de São Paulo, se tornando o primeiro portal internet mundial a cobrir e divulgar o carnaval da capital paulista. Em 2004, a SASP tomou novos ares com crescimento de seu portal e sua base de conhecimento e agregou novos objetivos. O Portal SASP é referência em nosso carnaval com a reunião dos sambistas, além de formador de novos talentos e apaixonados por carnaval.

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